Tenho 25 Anos

COM FUNDAÇÃO DE SERRALVES

Tenho 25 Anos foi um projeto intergeracional de longa duração desenvolvido pelo BOA - Bombarda Oficinas de Artes, em parceria com o Serviço Educativo da Fundação de Serralves e entidades sociais da cidade do Porto. Ao longo de várias edições, o projeto reuniu adolescentes e seniores em processos artísticos partilhados, explorando o tempo, a memória, a identidade e o futuro como territórios comuns.

Grupo de pessoas num círculo, a dançar e a bater palmas, numa sala com várias cadeiras espalhadas, num ambiente alegre e informal.

A ideia de “ter 25 anos” funcionou como um dispositivo simbólico e ficcional — um presente imaginado onde passado e futuro se encontram. Através dessa idade inventada, os participantes foram convidados a suspender rótulos geracionais e a construir, em conjunto, narrativas, personagens, imagens e mundos possíveis. O projeto assumiu a criação artística como espaço de encontro, escuta e transformação, valorizando tanto a experiência vivida como a imaginação e o desejo.

As diferentes edições desenvolveram-se a partir de metodologias participativas e experimentais, cruzando expressão plástica, escrita criativa, fotografia, vídeo, performance e construção de objetos. Entre viagens imaginárias, diários de bordo, retratos coletivos, universos ficcionados e paisagens reinventadas, foram-se tecendo laços afetivos e linguagens comuns, onde cada participante pôde reconhecer-se e ser reconhecido.

Homem idoso que desenha numa foto antiga.

Para além do processo artístico, Tenho 25 Anos afirmou-se como um projeto de inclusão cultural e social, promovendo relações intergeracionais baseadas na partilha, no cuidado e na aprendizagem mútua. Cada edição culminou na apresentação pública dos trabalhos, através de exposições na Fundação de Serralves, e na edição de uma brochura que documenta o percurso, os gestos, as palavras e as imagens produzidas coletivamente.

Ao longo de cerca de 8 anos, Tenho 25 Anos consolidou-se como um projeto fundacional do BOA e dos percursos artísticos e pedagógicos de Cristina Camargo e Ivone Almeida, afirmando a arte como prática relacional, educativa e política - um espaço onde diferentes tempos de vida se cruzam para imaginar, em conjunto, outras formas de estar no mundo.